A “Betamorfose” dos negócios

A operação física e a digital não precisam ser excludentes, pelo contrário, elas deve ser complementares. A excelência operacional no varejo físico, não garante sucesso da operação digital. A incorporação de plataformas leva tempo, portanto, o quanto antes se iniciar melhor será.

As FAANG – Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google – dominam o modelo de negócio digital. Este mercado, contudo, ainda é embrionário para outras empresas, inclusive companhias e marcas que construíram sólida reputação inicialmente fora do ambiente digital. O gigante Walmart, por exemplo, eclipsado pela Amazon, nunca migrou com êxito sua marca dominante no varejo físico para o ambiente digital. Ter sucesso na chamada transformação digital no âmbito de uma dita empresa tradicional não é tarefa fácil, embora possível. A velocidade da mudança define sucesso ou insucesso nessa empreitada. Novas cabeças em novos endereços também impactam positivamente na transformação. Mudar um modelo de negócios em pleno funcionamento pede habilidade e inovação – não basta, portanto, digitalizar documentos e formulários. A transformação digital bem-sucedida foca na jornada e na experiência do cliente. Na facilidade e na objetividade das interfaces. Essa conquista, mostram diversos ‘cases’, quase sempre se ratifica com a chegada de novas equipes ou com o suporte de equipes externas.

Kodak, Blockbuster, Barnes & Nobles se situam entre os cases globalmente mais conhecidos de disrupção. Recentemente, companhias de ‘táxi’ escreveram histórias semelhantes ante a nova era digital. Surgiram as marcas Uber, Lyft e Didi. Na área de viagens e turismo Airbnb é um novo sinônimo de categoria. A resistência de uns em relação à transformação dá o impulso vencedor àqueles que estão mais perto das novas tecnologias. Por que não mudar sem correr riscos com o suporte de quem já domina o ambiente digital de negócios?

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